Eclipse
Um rubi discreto, mas poderoso.
Não consigo tirar meus olhos de sua direção.
Meus olhos sangram.
Sangram quando enxergam o que meu peito se recusa a ver.
Esse coração tão frágil achou uma forma de se proteger não permitindo que nada o fizesse desacreditar no amor.
Que nada o fizesse desacreditar na beleza,
na bondade, na verdade.
Mas ele se tornou algoz de todo meu corpo.
Meu olhos conseguem ver a dureza dos fatos e sangram.
Minhas mãos querem dar o carinho que o peito guarda mas estão ocupadas enxugando o pranto.
Os pés estão cansados de tanto caminhar na direção que o peito ordena, mas em vão.
Não esta chegando no destino e só se machuca na caminhada.
Dá bolha e sangra.
Continuo olhando obcecada a lua sangrenta que me fita da mesma forma,
talvez por pena ou talvez querendo me dizer que ela sangra, mas só hoje.
Nas outras noites ela voltará a brilhar e encantar.
O sangue se esvai e ela continuara pálida e linda com seu brilho e esplendor.
