Amigos para sempre
Estava sol, fazia muito calor, Mariana finalmente chegara, com seu vestido florido. Adorava colocá-lo. Tinha loucura com vestidos. Seu melhor amigo, Tribal, a esperava ansiosamente em sua casa. Tinha esse apelido pela tatuagem tribal que sempre falava em colocar em seu braço, mas que nunca fizera, "ainda", como ele dizia. Ele também adorava aquele vestido, era o que ela usava quando brincaram pela primeira vez. Abraçaram-se bem forte como sempre faziam.- Que perfume é esse, Mari?
- Shiiii. Fala baixo, peguei escondido da mamãe. Esse aqui ela guarda bem escondidinho e eu não posso usar.
- Ra ra rá, Mari, sua doida, e você acha que ela não sentiu enquanto vinham pra cá? Ela que não quis achar ruim com você.
Mariana corou e fez o biquinho de costume.
- Pára de rir de mim, Tri. Você não. E venha ver a figurinha que eu trouxe - abriu a mochila cor de rosa e tirou um bolo de figurinhas do álbum da moda.
- Essa eu já tenho - disse Tribal - mas eu tenho uma coisa aqui que eu sei que você não tem. - Vasculha uma caixa repleta de figurinhas, revistas e livros.
Seu gosto pelos livros começou cedo. Já perdera a conta de quantos livros tinha lido.
Mas a maioria deles não se encontrava mais ali. Tinha o hábito de dar os livros, assim que os lia, para quem achasse que ia gostar.
- Cada livro tem a cara de uma pessoa. Esse aqui, por exemplo, é a sua cara, Mari. Você vai adorar. Mas só vou te dar se me der o beijo que te peço a tantos dias.
- Ai, que história é essa de beijo? Você tá com isso agora. Acha que eu vou encostar aí na sua boca pra você babar em mim como fez com a Pri, com a Lu e com a Rosa? Acha que eu não sei disso tribal?
- E o que é que tem, Mari? É muito bom.
- O que é que tem é que... Deixa pra lá. Não vai me dar meu livro?
- Toma.
Mariana dá um beijinho na bochecha de Tribal que abre um sorriso travesso. Ele costuma ter esse sorriso sem motivo aparente, como se estivesse matutando alguma travessura.
Tia Júlia aparece com uma limonada deliciosamente gelada e um sanduíche de peito de peru. Mariana olha deslumbrada a figura da mãe de seu amigo se aproximando com aquele olhar terno e aquela voz doce que tanto lhe fazia bem.
- Nossa, isso é um sonho. Tudo que eu queria era esse suco. Que calor!
- Deixa aí mãe.
Tia Júlia deixa o lanche e os deixa a sós.
- Mas esse livro aqui fala sobre o que, Tri? Por que acha que vou gostar?
- Não vou contar agora, depois que ler me fa... Ei, onde vai? De novo?
Mari dá uma sumida de uns minutinhos.
- O que você tava falando mesmo?
- Não interessa mais. Não tínhamos combinado de parar com essa história? Eu não faço mais isso, Mari.
- Você não, mas eu sim. Prefiro assim, olha como estou linda! Você não faz mais isso, mas acha que não te vejo fumando escondido? Não foi por isso que teu tio morreu? Me preocupo com você.
- Você não precisa disso pra ficar linda. Se acha gorda? Você é maluca. Onde vai chegar assim?
- Bom, se contar pra alguém eu conto de você. Sabe guardar segredo? Você precisa guardar.
- Sabe que detesto segredos. Isso não devia existir. Pode falar pra quem quiser sobre mim.
Acho que ia ser tudo mais legal se as pessoas se assumissem do jeito que são.
- Conta e não me verá mais, garotinho.
- Podemos fazer um pacto, Mari. Topas?
- Depende.
- Eu paro e você pára com essa nojeira doida.
- Não sei se consigo, Tri. Você consegue? Se conseguir, eu prometo que vou tentar.
Antes de dormir Mariana abre seu livro novo, cheia de curiosidade. O livro conta a história de um anjo da guarda, que cuida de um menino travesso e o tira de suas trapalhadas. Um anjo frágil na estrutura, mas que se virava em força quando se tratava de cuidar de seus protegidos.
Pega o telefone e fala baixinho com medo de alguém ouvir. Já era tarde. Dá dois toquinhos como de costume.
- Shiiii. Fala baixo, peguei escondido da mamãe. Esse aqui ela guarda bem escondidinho e eu não posso usar.
- Ra ra rá, Mari, sua doida, e você acha que ela não sentiu enquanto vinham pra cá? Ela que não quis achar ruim com você.
Mariana corou e fez o biquinho de costume.
- Pára de rir de mim, Tri. Você não. E venha ver a figurinha que eu trouxe - abriu a mochila cor de rosa e tirou um bolo de figurinhas do álbum da moda.
- Essa eu já tenho - disse Tribal - mas eu tenho uma coisa aqui que eu sei que você não tem. - Vasculha uma caixa repleta de figurinhas, revistas e livros.
Seu gosto pelos livros começou cedo. Já perdera a conta de quantos livros tinha lido.
Mas a maioria deles não se encontrava mais ali. Tinha o hábito de dar os livros, assim que os lia, para quem achasse que ia gostar.
- Cada livro tem a cara de uma pessoa. Esse aqui, por exemplo, é a sua cara, Mari. Você vai adorar. Mas só vou te dar se me der o beijo que te peço a tantos dias.
- Ai, que história é essa de beijo? Você tá com isso agora. Acha que eu vou encostar aí na sua boca pra você babar em mim como fez com a Pri, com a Lu e com a Rosa? Acha que eu não sei disso tribal?
- E o que é que tem, Mari? É muito bom.
- O que é que tem é que... Deixa pra lá. Não vai me dar meu livro?
- Toma.
Mariana dá um beijinho na bochecha de Tribal que abre um sorriso travesso. Ele costuma ter esse sorriso sem motivo aparente, como se estivesse matutando alguma travessura.
Tia Júlia aparece com uma limonada deliciosamente gelada e um sanduíche de peito de peru. Mariana olha deslumbrada a figura da mãe de seu amigo se aproximando com aquele olhar terno e aquela voz doce que tanto lhe fazia bem.
- Nossa, isso é um sonho. Tudo que eu queria era esse suco. Que calor!
- Deixa aí mãe.
Tia Júlia deixa o lanche e os deixa a sós.
- Mas esse livro aqui fala sobre o que, Tri? Por que acha que vou gostar?
- Não vou contar agora, depois que ler me fa... Ei, onde vai? De novo?
Mari dá uma sumida de uns minutinhos.
- O que você tava falando mesmo?
- Não interessa mais. Não tínhamos combinado de parar com essa história? Eu não faço mais isso, Mari.
- Você não, mas eu sim. Prefiro assim, olha como estou linda! Você não faz mais isso, mas acha que não te vejo fumando escondido? Não foi por isso que teu tio morreu? Me preocupo com você.
- Você não precisa disso pra ficar linda. Se acha gorda? Você é maluca. Onde vai chegar assim?
- Bom, se contar pra alguém eu conto de você. Sabe guardar segredo? Você precisa guardar.
- Sabe que detesto segredos. Isso não devia existir. Pode falar pra quem quiser sobre mim.
Acho que ia ser tudo mais legal se as pessoas se assumissem do jeito que são.
- Conta e não me verá mais, garotinho.
- Podemos fazer um pacto, Mari. Topas?
- Depende.
- Eu paro e você pára com essa nojeira doida.
- Não sei se consigo, Tri. Você consegue? Se conseguir, eu prometo que vou tentar.
Antes de dormir Mariana abre seu livro novo, cheia de curiosidade. O livro conta a história de um anjo da guarda, que cuida de um menino travesso e o tira de suas trapalhadas. Um anjo frágil na estrutura, mas que se virava em força quando se tratava de cuidar de seus protegidos.
Pega o telefone e fala baixinho com medo de alguém ouvir. Já era tarde. Dá dois toquinhos como de costume.
- Alô, Tri? Me promete uma coisa? Promete que vamos ser amigos para sempre?


5 Comments:
tão difícil continuarmos amigos para sempre...
isso deveria ser fácil. Tão melhor assim...
Liiiiiiiiiiiiiiiiiiindo. Gosto do que vc escreve.Beijo
Close your eyes and surrender to your
darkest dreams!
Purge your thoughts of the life
you knew before!Close your eyes,
let your spirit start to soar!
And you'll live
as you've never lived before ...
Let your mind start a journey
through a strange new world!
Leave all thoughts
of the world you knew before!
Sim! Providencial Sr Fantasma
I hope so.
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