Il était une fois...

once upon a time...
era uma vez...
uma menina de olhos grandes, escuros e uma cara de lua cheia, um corpo magro e cabelos compridos, muito compridos, que refletiam a luz do sol.
uma menina de olhos grandes, escuros e uma cara de lua cheia, um corpo magro e cabelos compridos, muito compridos, que refletiam a luz do sol.
Aninha cresceu em tamanho, cultura, experiências, e tudo mais que uma pessoa normal poderia. Só que continuou menina no fundinho mais fundinho. Talvez nem tão fundo pois dava pra ver seu olhar travesso, sua alegria nas coisas simples, sua vontade de brincar e aproveitar a vida sem aquele estresse comum nos adultos que se dizem normais. Para ela o que vale é ser feliz e não prejudicar ninguém. Pra que tanta agonia em ganhar dinheiro, ser promovido, comprar isso ou aquilo, adiar sempre o sonho para quando se estiver bem estabelecido? Pra que ter vergonha de se vestir à vontade, de rir à toa e de chorar quando tem vontade? Pra que conter as verdades que devem ser ditas? Pra que ter vergonha de perdoar?
Ora, é o jeito de Ana, que está ameaçado com os episódios novos de sua vida. Parece que o mundo não a deixa ser assim. Tem que acordar e crescer como todos os outros mortais.
Cresça menina, se vire menina, acorde menina. O mundo não é um conto de fadas, nenhum sapo se transformará em príncipe encantado e no fim do arco-íris não tem nenhum pote de ouro.
- Conversa fiada, mundo. Pode até ser que eu tenha que acordar, mas quem vai decidir se vou viver feliz pra sempre ou não sou eu e mais ninguém.


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